Encontro no O Lugar: Como viver e viajar sem dinheiro

No próximo domingo, 15, vou contar um pouco da experiência de viver e viajar sem dinheiro. Mais informações e inscrição no link abaixo:

http://olugar.org/como-viver-e-viajar-sem-dinheiro/

Essa é uma ótima oportunidade para conhecer o O Lugar. É uma plataforma incrível para o desenvolvimento pessoal, social eprofissional… #Recomendo

Encontro #11 com Carolina Bernardes + celebração de fim de ano: 15 de dezembro, das 15h às 21h, em São Paulo

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O Frio e a Aurora

Escrevi esse poema sobre as minhas viagens. Desde a primeira no ano passado quando decidi largar a vida de São Paulo até a vida cigana atual. :)

Aurora Baía de Itaguá

 

O Frio e Aurora

O ano passou gelado
O inverno ficou marcado
Com sentimentos congelados
e lembranças do passado.

A poesía se foi comigo
Em buscas no novos abrigos
Trabalho, comida e amigos
Andando com desconhecidos

Fui de São Paulo ao Rio
Na busca de um ombro amigo
Voltei com um novo destino
Encontrar um sonho antigo

De Buenos Aires ao Paraguai
Fui buscar de uma ilusão
Voltei sem um tostão
e uma câmera na mão

Fui morar em coletivos
Sonhei sem objetivos
Trabalhei e aprendi
Acordei na hora de partir

Sai pelas estradas sem grana
Em busca de amor e drama
Encontrei pessoas do mundo
Realizando sonhos profundos

De Itatiba a Fortaleza
Encontrei muita beleza
Conheci o calor ardente
Que sarava até os doentes

Voltei para São Paulo feliz
Depois que descobri
Que para fugir do frio
É preciso amar o vazio

Depois desse inverno longo
A primavera floriu na mata
Trazendo um novo sonho
O sonho de uma nova casa

A casa de uma cigana
Que vive perto do mar
Viaja de carona
e volta para celebrar

O frio está lá fora
Para quem vive o agora
O sol aquece o corpo
E a alma quando vejo a aurora.

 

Carolina Bernardes
Viajante da Rota Brasil Social
Ubatuba, 29 de julho de 2013.

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Carol na minha Casa! Hospedando o RBS

A minha história com a Carol é a típica história que prova que as coisas acontecem na hora que tem que acontecer. Há alguns meses atrás a Clá, do 123 e foi, me passou o contato da Carol, chegamos a conversar muito rapidamente, mas acabou que mantivemos pouco contato.

 Alguns meses depois, participando como fotógrafo do Oasis CT Serenidade fui surpreendido com a notícia, dada também pela Clá, que teria uma companheira na cobertura fotográfica. Fui conhecer a pessoa e para minha surpresa era a mesma Carol, ela tinha recém começado o Rota Brasil Social.

Perguntei como ela chegou ali e ela me contou rapidamente sobre a RBS. Confesso que na hora eu não entendi totalmente o projeto, mesmo assim, quando  soube que a próxima local da rota era Santos/SP, cidade onde moro,  fiz o convite para que ficasse na minha casa por alguns dias e assim foi, no dia seguinte a noite ela já estava aqui sendo recebida!

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Hospedando o RBS

Logo no primeiro dia, imagino que fiz as perguntas que ela deve ter ouvido em várias partes da rota, perguntas como: “e se ficar doente?” ou “e se uma hora precisar realmente de grana como vai ser?”.

A primeira coisa que percebi durantes os meus questionamentos foi que conforme ia fazendo as perguntas, fui sentindo que ela não estava respondendo no “automático”, as respostas apresentadas eram bem simples, mas muito conscientes e coerentes, inclusive perguntei como seria se ficasse doente e vocês sabem o que aconteceu. Por várias noites fui dormir pensando nas respostas, especialmente no quanto é muito mais simples do que parece.

Em troca da hospedagem, além de toda a experiência que ela estava trazendo, com sua história de vida e seu projeto, também trouxe sua habilidade na cozinha. Em casa, temos o conceito de “Freestyle”, que é improvisar uma comida com o que tem e ela ter que sair muito boa mesmo assim.

Viajar sem dinheiro?

Mesmo conversando bastante, demorei um tempo para entender a proposta de viajar sem usar dinheiro. Nunca tinha ouvido falar de algo do gênero. De inicio eu vi como sendo meio radical, com alguma relação “anti-capitalista” ou algo do gênero, com o passar dos dias que fui entendendo a essência da proposta, que pode ser resumida em uma frase:

“Normalmente quando pensamos em compartilhar algo, compartilhamos sempre coisas materiais, como celular, comida ou sofá, por exemplo, mas e quando não temos mais  essas coisas, o que compartilhamos? A melhor coisa que temos que é justamente nós mesmos!”

Idéia simples mas poderosa, porém muito poderosa. Me peguei pensando muito nisso e como sou o típico introvertido em fase de “recuperação”, a simplicidade e objetividade dessa idéia me deixou bastante inspirado.

Workshop com foco em realização de sonhos

No último dia de hospedagem, aconteceu um workshop junto com a Clá. O objetivo do workshop era ajudar as pessoas a tirar os seus sonhos do papel, definindo metas e trazendo uma clareza sobre quais seriam os próximos passos. Nele também as duas compartilharam suas experiências com relação a formas de conseguirem apoio para realização de sonhos. A essência da “metodologia” delas pode ser resumida em dois passo simples:

Passo 1: Peça com muita clareza e objetividade.
Passo 2: Deixe muito claro o que você pode oferecer em troca.

Em outras palavras, precisa de algo, seja objetivo e deixe muito claro que você quer e o que dar algo em troca isso evita qualquer tipo de confusão expectativa ou mesmo temor por parte da outra pessoa. Esse conceito é válido em muitos outros contextos e ambientes, não somente na realização de projetos.

 Resumindo, foram cerca de 6 dias em Santos, todos recheados de conversas, boa comida no melhor estilo freestyle e muita troca de experiência. Fiquei querendo mais e com grande desejo de fazer algo parecido, pois encontrei uma proposta une muitas das minhas paixões e desejos como viajar, viver novas experiências, vontade de ser mais aberto e conhecer novas realidades. Além de tudo isso, queria muito ver o processo de compartilhamento funcionando na sua essência, ou seja, queria ver o quanto uma pessoa pode ser impactante e transformadora na vida de outras pessoas, apenas sendo mais aberta e se compartilhando. Com esse desejo, combinamos a possibilidade de eu acompanhar um trecho da RBS. A primeira tentativa não rolou, mas uma semana depois tudo deu certo mas esse história conto no próximo post :)

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Aprendendo a aprender: como descobri a andragogia

Foto Flavia de Paula

Foto Flavia de Paula

Em 2011 ouvi falar pela primeira vez da SBDG, fato que mudou a minha vida. Acabei fazendo a Pós-Graduação em Dinâmica de Grupos. Na semana passada o grupo 201 se formou, a felicidade tomou conta de mim, que finalmente estava livre para viajar e tinha fechado esse ciclo. Ao contrário da maioria das experiências que eu tinha vivido até 2011, durante o tempo que fiz essa formação, passei a admirar ainda mais a SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos) e minhas coordenadoras, Genira e Vanessa.

Grupo Pinguelinha - Turma 201

Encontrei um modelo de educação verdadeiro e funcional. Todos os encontros foram conduzidos de forma democrática e as coordenadoras trabalharam muito a nossa autonomia no aprendizado… superando todas as dificuldades que é promover esse tipo de educação para um público de 25 a 55 anos, que vinha de modelos de aprendizagem mais passivos e, acredito, autoritários.

Aqui vou falar da minha história, pois foi ela que me levou até o encontro com a Genira, quando estava passando por Santos. Eu e a Clarissa fomos com a Genira a São Vicente para entrevistá-la, afinal, já tinha 2 anos de vivência e queria conhecer sua história de vida.

O Caminho para Aprender a Aprender

Minha história começou bem antes da SBDG, achei por muito tempo que era só minha, mas conversando sobre educação com meus amigos descobri que minhas dificuldades eram mais comum do pensava. Decidi começar a compartilhar publicamente o que antes tinha vergonha de contar em segredo.

Eu comecei a aprender inglês, com 7 anos de idade. Fiquei 13 anos no ‘’verbo to be’’, frequentando a aula de inglês duas vezes por semana, professores particulares… Meus pais investiram uma pequena fortuna em mim, que nos rendeu uma grande frustração. Tentamos muito! Tudo isso aconteceu até 2008, quando entrei para AIESEC e aprendi a ler, escrever, escutar e até a falar inglês em público. Aprendi mais sendo voluntária numa organização internacional do que pagando diversos cursos, usando vários métodos durante anos. Até então, pensava que o problema era eu!

Quando fui pra Colômbia eu entendi que não era bem assim. As pessoas me elogiavam quando falava espanhol, sem eu nunca ter chegado no livro 2. Minha primeira lição sobre aprender foi entender a minha necessidade de vincenciar o assunto, no caso dos idiomas, teria que viajar. :) Quando precisei solucionar um problema imediato, me comunicar, foi fácil aprender! O espanhol fazia sentido para mim porque via utilidade dele na minha vida. Parece óbvio, mas eu tinha sofrido muito com o inglês.

Tudo isso aconteceu até os meus 22 anos. Vi que era mais inteligente do que pensava, autoestima aumentou e passei a sentir mais confiança em mim. Um ano após a minha experiência na Colômbia, quando já morava em São Paulo e trabalhava na Aliança Empreendedora, fui a Curitiba para o treinamento de assessor e andragogia (Nunca tinha ouvido falar dessa palavra!).

Essa foi a minha grande descoberta! Encontrei o meu método de aprendizagem na e aprendi a aprender. Me apaixonei pela andragogia e decidi trabalhar com isso!

A andragogia é a pedagogia para adultos. O adulto (acho que quando era criança também aprendia assim!) aprende com mais facilidade através da vivência, da busca de soluções para problemas imediatos, estudando assuntos que tenham aplicação na sua vida.

Foram essas experiências e traumas que me levaram a SBDG, na Aliança Empreendedora muita gente tinha feito a formação e quis fazer também. Foi assim que conheci a Genira, vi que existia uma outra maneira de estudar, aprender e ensinar.

Descobri nesses 2 anos que não é fácil mudar a forma como se aprende. Além de ser muito fácil voltar para os antigos padrões… inclusive como facilitadora. Saber disso me desafia como aprendiz e facilitadora! Sempre que tenho dificuldade de aprender algum tema, tento investigar os motivos e buscar alternativas andragógicas para assimilar o assunto com mais facilidade.

Por isso, quis entrevistá-la. Fiquei muito feliz com a oportunidade de conversar com a Genira, que é uma mestre para mim. Ela representa um ideal de educação, no qual é possível ter um espaço de aprendizado com autonomia das duas parte, aprendiz e professor/coordenador/facilitador.

Amanhã vou publicar aqui alguns trechos da nossa conversa que durou mais de uma hora… e um podcast para quem quiser saber mais.

Carolina Bernardes
Viajante da Rota SP – Fortaleza
Ituiutaba, 4 de julho de 2013.
BR 365

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Viajar sem dinheiro: 5 razões para refletir e experimentar!

Quase todos os dias conheço ou encontro alguém que pergunta o que eu faço, se trabalho, estudo… Uma pergunta normal. Primeiro digo que sou nômade, depois conto do projeto e que trabalho na Rota Brasil Social. Quando a conversa desenrola, as pessoas ficam curiosas para saber como eu financiei a viagem, alguns já imaginando que poderiam sair pelo mundo também (e podem!).

O projeto foi criado de forma colaborativa e para ser colaborativo. Então, quando pensei nas viagens, fiquei imaginando formas bem simples para que ela acontecesse rápida e com os recursos necessários.

A conclusão foi simples: preciso de comida, hospedagem e transporte. O resto é bom, mas não é essencial. Como estava viajando, levei uma mochila que tinha os itens básicos para a viagem… desde roupa até computador.

Durante a viagem, eu trocava o meu trabalho pela a comida e hospedagem nos projetos ou ficava na casa de algum amigo, se o projeto não podia me receber. O transporte funciona através de caronas.

Assim, tinha tudo o que precisava. Sai de casa sem nada na carteira, mas usei dinheiro em alguns momentos para o transporte, quando alguém insistia em doar voluntariamente.

Por quê viajar sem dinheiro?

Viajar sem dinheiro foi uma decisão que tomei antes mesmo de criar o projeto, e claro, tinha as minhas razões. Foram muitos motivos, mas elegi 5 que acredito que são os principais:

  1. As pessoas são melhores que o dinheiro que têm;
  2. Poderia demorar mais tempo captando dinheiro do que a duração da Rota São Paulo-Fortaleza (78 dias) com o risco de não conseguir captar;
  3. Autoconhecimento;
  4. Queria aprender a executar projetos com recursos disponíveis;
  5. Queria descobrir como seria a vida sem dinheiro.

Cada um dos motivos é autoexplicativo e você pode refletir sobre eles. Aqui abaixo tem a minha reflexão, que foi elaborada antes, durante e depois da viagem.

Ponto 1: Você que está lendo esse post é muito melhor que o dinheiro que tem. Se um dia for assaltado e não tiver dinheiro para voltar para casa, sem dúvida é capaz de voltar sem nada, só usando seus conhecimentos, habilidades e um pouco de simpatia.  Descobrir isso é maravilhoso, pois a partir desse conhecimento eu passei a me sentir muito mais segura em qualquer lugar.

Ponto 2: O tempo gasto com captação de recurso/dinheiro é cada dia maior na vida das pessoas e nas organizações. Muitos projetos acabaram por isso falta de dinheiro, ficaram como ideias. Então, se eu ficasse parada planejando e captando recurso estaria gerando despesa sem saber se o projeto daria certo…

Ponto 3: Se você quer se desenvolver, arrumar um trabalho ‘’desafiador’’, estudar e viajar são um ótimo caminho. Com certeza me desenvolvi muito fazendo essas coisas. Mais do que ter novas habilidades, viver sem dinheiro me proporcionou conhecer melhor e usar minha intuição, além de saber como me comporto em situações inusitadas… hahaha

Ponto 4:  Aprendi na viagem a criar métodos e executar projetos com os recursos disponíveis. A Rota Brasil Social é um desses projetos, que era um sonho que talvez fosse destruído no caminho ou nem aconteceria se ficasse preso no ‘’conceito do dinheiro’’.

Ponto 5: Experimente viver um dia sem dinheiro e divirta-se! Depois me envie um post que publicaremos aqui.

Viver sem dinheiro foi uma ótima experiência que estou prolongando. Hoje vi que preciso de menos para viver e mesmo tendo planos de fazer coisas com dinheiro novamente, a minha relação com ele mudou.  Descobri que dinheiro é realmente bom, mas eu sou muito melhor e consigo viver sem.

Para quem se interessar no estilo de vida, vale conferir os seguintes links abaixo. Foram dicas valiosas do Né (Natale Pellegatti) quando estava pensando em viajar sem dinheiro. Além de amigo querido, ele foi uma grande inspiração e apoio para mim durante esse tempo.

Manifesto sem dinheiro: http://bit.ly/19I9eVq

O vídeo do economista Mark Boyle no TED: http://bit.ly/11SwNpp

Carolina Bernardes
Viajante da Rota SP – Fortaleza
Ituiutaba, 28 de junho de 2013.
BR 365

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Do diário de bordo para o computador

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Quem acompanhou a RBS pode notar que o planejado foi diferente do realizado. Longe disso! A viagem foi surpreendente, agregamos outras pessoas, improvisamos e até agora caminho no desconhecido, não mais nas estradas, mas nas palavras.

O blog não foi atualizado, em compensação ganhamos um site. O que mudou com isso? Uma pessoa a mais na equipe. O Gabi fez o site, melhorou o design e está sempre disposto a ajudar com tudo o que se referia a internet e computador, sim ele arrumou meu computador e por mágica do universo, meu carregador estragou lá e ele tinha um exatamente igual no lixo eletrônico dele! Presente útil e na hora certa!

Tudo isso me ajudou muito na viagem. Sem dúvida! Vocês não tem ideia de como ter um site e um projeto pode legitimar qualquer loucura! hahaha Mesmo assim o blog ficou parado. Para quem já teve um blog sabe como é grande o desafio de mantê-lo ativo, pra mim viajando foi se tornando uma tarefa árdua… Escrevi tantos textos que precisavam ser melhorados, reescritos para publicar e isso demandaria tempo, que acabei deixando de lado. Me desculpem os leitores! O que consegui atualizar nesse tempo a página do facebook. Tinha muito prazer em atualizar e depois sorria a cada curtir, comentário e compartilhamento dos seguidores da Rota. :)

Foi natural passar menos tempo no computador e mais tempo vivendo a viagem, era um prazer estar com as pessoas que me recebiam, se tinha criança em casa era muito mais divertido e mais difícil de não ”estar presente”. Se estava num posto pedindo carona ou viajando, o computador era esquecido dentro da mochila e eu ficava imersa naquele novo mundo.

Escrevi muito. Só que em vez de escrever e publicar no blog, optei pelo diário de bordo, dica valiosa do Rodrigo, que estava acompanhando as minhas dificuldades… E foi muito útil e prazeroso escrever. Gravei algumas entrevistas, tirava fotos sem saber quando pararia para editá-las e postá-las, viajei como sou, uma amadora. E amei tudo o que fiz.

Volto a publicar hoje, reescrevendo o que vi, vivi e senti. Com um sorriso no rosto e muito prazer. De certa forma, estou prolongando o prazer da viagem e vivendo ela de novo.

Aqui vou escrever sobre os projetos, as caronas, hospitalidade das casas e sobre as transformações no mundo que eu vi. Pretendo contar como é reescrever a viagem e os desafios de tornar-me escritora… Deixo aqui o convite para outras mãos contarem as histórias que cruzaram comigo nesse tempo.

Carol Bernardes
Ituiutaba, 27 de junho de 2013.
BR 365

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Parada em Santos: Enfrentando Medos

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Gabi e Clá, meus host em Santos

Para viver é preciso enfrentar os riscos. Do contrário você estará só sobrevivendo e da maneira que os outros dizem que é ‘’menos perigosa’’. No meu caso, que estou viajando pela Rota Brasil Social, busco outras formas de vida, que talvez tenham mais risco, mas que é uma vida que eu escolhi e me traz felicidade.

Tudo está muito bem nesse caminho, mas na semana passada aconteceu uma coisa bem curiosa. O que eu as pesoas mais temiam aconteceu na viagem. Cheguei em Santos dia 8 de abril, tinha um pouco mais de uma semana que estava na estrada e lá veio ela, a doença. Não foi um coisa grave, era apenas uma gripe, mas daquelas fortes. Tinha acabado de Chegar na casa do Gabi (Gabriel Caires), que havia conhecido um dia antes no Oasis, e da Clá, grande amiga que está morando com ele. Era minha primeira noite em Santos, saímo para ver o mar e jantar e já entendi que não estava bem.

Eu que sempre me acho forte, mal sabia que estava me preparando para ficar uns 6 dias meio doente. Primeira consequência, tudo que planejei escrever, editar e fazer, foi sendo adiado. Dormia mais, comia mais e fazia tudo devagar. Normal, afinal estava doente.

Acabei tomando a decisão de ficar mais tempo em Santos, me cuidei comendo e dormindo bem, fui mimada e acolhida pela Clá e pelo Gabi. Minha semana em Santos foi um presente. Ganhei um novo grande amigo que é o Gabi e fortaleci minha amizade com a Clá. No final, se tornaram meu pai e minha mãe, com direito a telefonemas preocupados, bolo de despedida e matula para a viagem.

Enfrentando a gripe, descobri que não posso querer o meu 100% sempre, mas que mesmo estando doente, estarei dando o meu melhor, que sou eu! :)

Foram dias maravilhosos. A gripe passou, a sinusite que atacou também. Ela fez parte da parada em Santos, não foi nada importante perto das pessoas que conheci, conversei, da oficina que demos, das entrevistas que eu fiz.

Amei Santos, adorei os host e as pessoas que conheci.

 Viajante: Carolina Bernardes

Santos, 14 de abril de 2013.

Próxima Parada: Ubatuba

P.S.: Finalmente estou conseguindo colocar os Post em dia! :)

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